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POVO MUNDURUKU CONTRA A COVID-19

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A pandemia avançou brutalmente no Tapajós, colapsando os hospitais de referência da região. Através das associações indígenas Pariri e Wako Borun, o povo Munduruku lançou uma campanha de emergência, articulando indígenas, apoiadores e poder público para garantir o isolamento das aldeias e a segurança alimentar. Temos conseguido uma série de doações, desde cestas básicas a equipamentos médicos. Também temos pressionado o poder público para garantir a criação de mais leitos de hospital. Ainda estamos longe, no entanto, de termos os recursos necessários para termos uma proteção efetiva.

 

Nosso programa compreende três frentes de trabalho: saúde, apoio às aldeias e pressão pública. O primeiro passo é estabelecer barreiras sanitárias em todas as aldeias, garantindo o isolamento de todo o território Munduruku. Para que isso funcione, é importante que tenhamos condições materiais para realizar atendimentos dentro da própria terra indígena para os casos mais leves, e mecanismos de deslocamento e remoção para os mais graves. 

 

Nesse sentido, para o monitoramento e atendimento básicos, iremos construir, em colaboração com o DSEI do Rio Tapajós, unidades intermediárias de atendimento nas escolas ou postos de saúde de 17 aldeias Munduruku, que contarão com camas, redes, geradores, oxímetros, materiais de higiene e medicamentos. Além disso, pretendemos investir, emergencialmente, em cestas básicas, e também em itens para roça, pesca e caça, garantindo assim a segurança alimentar da comunidade. 

 

Nosso programa de emergência foi desenhado tomando como principal referência a experiência do combate ao Covid implementada na região do Alto Rio Negro. Lá, uma atuação compartilhada entre DSEI, comunidades e organizações da sociedade civil tem sido fundamental para salvar muitas vidas indígenas, prestando rápida assistência aos sintomáticos respiratórios acometidos pela COVID-19, e mantendo os indígenas sintomáticos em isolamento. Articulações com o poder público também garantiram o lockdown real em diversas cidades, o que ajuda a reduzir o número de casos.

Com nossa pressão, na última semana, ajudamos a garantir doações de concentradores de oxigênio, cilindros de oxigênio e testes para detectar a doença, além de cestas básicas, materiais de higiene e proteção. Pretendemos pressionar também internacionalmente, denunciando a violação de direitos humanos sofridas pelos povos indígenas a organismos nacionais e internacionais.

Na prática, os órgãos públicos de saúde para os indígenas não tem recursos humanos ou financeiros suficientes. Não podemos ficar de braços amarrados enquanto nosso povo morre. Precisamos levantar esses recursos e criar uma grande aliança de trabalho entre comunidade indígena, sociedade civil e poder público, financiados por todos aqueles e aquelas que apoiam a vida. Todos unidos para estancar as mortes nas aldeias. 

Leitos de UTI, médicos e unidades intermediárias de atendimento nas aldeias

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